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Pontos Turísticos
Habitada por indígenas, em 1556 Guaíra foi ocupada por Missões Jesuíticas espanholas. Depois foi palco da ação de Bandeirantes, decididos a expulsar os catequistas. E os índios, coitados...
O nome Guaíra é de origem Guarany. Significa “esconderijo”. Alusão as “Sete Quedas”, na época empecilho à navegação no Rio Paraná. Em 1982, as quedas d’água - não mais vistas como empecilho mas como esplêndida obra da natureza -, deixaram de existir para dar lugar à construção de Itaipu.
No Oeste do Estado, Guaíra guarda a lembrança das Sete Quedas, vestígios da presença espanhola, vestígios dos índios e da Companhia Matte Laranjeira S/A, símbolo do Ciclo do Mate na economia paranaense.
A cidade fica às margens do Rio Paraná, onde ele abriga o maior arquipélago da América do Sul. É o chamado de Pantanal Paranaense. Um corredor de biodiversidade ideal para passeios fluviais, pesca, mergulho nas águas transparentes da Lagoa Saraiva ou um passeio ecológico pelas trilhas da Ilha São Francisco.
Um casamento perfeito entre passado e futuro; história e turismo ecológico e proteção ao meio ambiente.
Igreja de Pedra Nosso Senhor do Perdão
A Igreja foi construída no ano de 1923, através de uma promessa da esposa de Otto Rhoder, diretor da Companhia Mate Laranjeira, multinacional que se instalou em Guaíra no ano de 1908. Otto foi morto em acidente aéreo e sua esposa prometeu construir uma igreja se encontrasse o corpo dele, é claro que o corpo foi encontrado e a igreja foi construída.
Conta a história, que na época foi organizada uma caminhada até o antigo Salto das Sete Quedas, o povo em procissão colaborava de forma simbólica, levando cada um, uma pedra que era colocada no local onde seria edificado a igreja.
Em estilo normando, foi construída em pedra bruta pela Companhia Matte Laranjeira S/A. É coberta de telhas retiradas da Ciudad Real del Guayrá. Destaque para os vitrais de origem hispano-argentina, que evocam a catequese realizada pelos jesuítas e cujos santos têm feições indígenas.
Avenida Getúlio Vargas. Das 8h00 às 19h00.
O Museu Sete Quedas
O Museu Sete Quedas foi fundado no ano de 1956 pela família Matsuyama. Antes do desaparecimento das Sete Quedas era muito freqüentado por turistas que vinham de diversas partes do mundo conhecer o seu acervo que contava com as principais espécies da fauna que habitavam a região, taxidermizados por Alfredo Krause.De certa forma, Shingiro Matsuyama fundador do museu, tinha como intenção imortalizar àquilo que com o avanço do progresso acabaria por desaparecer.
Cruzeiro das Américas
Uma grande cruz de madeira com 10 m de altura, trabalhada à mão encravada em uma pedreira. Ao lado, um púlpito. Segundo historiadores, a cruz segue o modelo daquela, utilizada pelos padres jesuítas, em missas Guarany.
Foi confeccionada com a madeira de um Ipê de 500 anos, derrubado quando do alagamento das Sete Quedas e que estava abandonado.
A construção do monumento fez parte das comemorações dos 500 anos do Descobrimento da América pela Espanha.
Avenida Coronel Otávio Tosta.
Cine Teatro Sete Quedas
São 505m2, capacidade para 168 pessoas em um prédio histórico construído em 1905 pela Cia Mate Laranjeira. Primeiro serviu de depósito. Depois, como local para chamuscar as folhas da erva-mate.
Transformado em centro cultural na década de 40, recebeu artistas argentinos e paraguaios e foi palco de projeção do cinema mudo acompanhado por violinos.
Localizado no Centro Histórico, o velho prédio foi acrescido de um novo, equipado para receber os espetáculos mais modernos.
Pantanal Paranaense
Há 24 anos a cidade de Guaíra, localizada no Oeste do Paraná, lamentava a perda das Sete Quedas - um complexo de cachoeiras no Rio Paraná – que era a principal atração da região antes de ser submersa pelo reservatório da hidrelétrica de Itaipu. Passado por um longo período o município reencontrou sua vocação turística com a exploração de outros atrativos.
Um deles é o Parque Nacional de Ilha Grande, criado em 30 de setembro de 1997 pelo Governo Federal, um labirinto de canais, ilhas e lagoas, formado pelo Rio Paraná em uma área de 78.875 hectares.
Espaço Cultural
Museu Histórico
O museu funciona no prédio histórico da primeira escola de Guaíra. Abriga peças de até 2000 anos. Também preserva objetos que atestam a presença dos religiosos espanhóis na região. Um exemplo é a Cruz de Caravaggio, primeira peça fundida no século XVI como símbolo das Missões. Outro, são as vestes de jesuítas que ajudaram na catequizarão de índios guarani.
Avenida Getúlio Vargas. Telefone: 3642-2185. Das 9h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h00.
Centro Histórico Vila Velha
Área antiga de Guaíra, onde se encontram construções feitas pela Companhia Mate Laranjeira, na época proprietária das terras. Telefone: 3642-7822. Site:
www.guaira.pr.gov.br
Passeios
Safári Fotográfico
Parque Nacional de Ilha Grande: ilhas e lagoas como a Saraiva, com 8 km de extensão, dotada de fauna e flora riquíssimas. Visitas agendadas. Telefone: 3642-9907. Site
www.guaira.gov.br
Centro Histórico Vila Velha
Área antiga de Guaíra, onde se encontram construções feitas pela Companhia Mate Laranjeira, na época proprietária das terras.
Telefone: 3642-7822. Site
www.guaira.gov.br
Festa de Nossa Senhora de Caacupê
Acontece no dia 08 de Dezembro com comidas e danças típicas paraguaias, procissão e missa. Telefone: 3642-1214.
Espaços de Lazer
Horto Florestal
Bosque, um pequeno lago, campo de futebol suíço, local para acampamento e churrasqueiras.
Canteiro da Eletrosul, a 4 km do centro da cidade.
Centro Náutico e Recreativo
Ocupa uma área de 14 alqueires, às margens do Rio Paraná. É formado por sete pavilhões dispostos em círculo, imitando uma aldeia indígena. As escadarias de acesso formam um anfiteatro externo com capacidade para 5000 espectadores.
Possui canchas poliesportivas, quadras de futebol suíço, marina com atracadouro, lago artificial interno, camping, churrasqueiras e lanchonetes, além de área ecológica, com bosque para caminhadas.
Lá se encontra a locomotiva utilizada pela Companhia Matte Laranjeira, fundadora de Guaíra, para o transporte de erva-mate até Porto Mendes, entre 1909 e 1961, ligando o alto ao baixo rio Paraná, no trecho que era interrompido para a navegação pelas Sete Quedas.
Rua Bandeirantes, 1,5 km do núcleo urbano. Telefone: 3642-1211.
Fronteira com o Paraguai
Guaíra faz fronteira com a Capital do Departamento de Canindeyú no Paraguai. O acesso por balsas, permite visitar o comércio de artigos estrangeiros e o cassino.
Ponte Ayrton Senna
Com 3600 m de comprimento e 10,80 m de largura, a ponte liga Guaíra, no Paraná, a Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul. Construída sobre o rio Paraná, foi inaugurada em 24 de janeiro de 1998. É a maior ponte fluvial do Brasil, interligando o Norte ao Sul do Brasil.
Esportes náuticos
Lago de Itaipu
Formado pelo represamento do Rio Paraná pela Hidrelétrica de Itaipu. Tem área de 1350 km². Dali partem e chegam lanchas e barcos que levam turistas às ilhas e praias paradisíacas. Também serve como cenário para a prática da pesca e de outros esportes náuticos.
Rio Paraná
É o maior do sistema hidrográfico da Bacia do Prata. Faz divisa entre os estados do Paraná e Mato Grosso do Sul e a República do Paraguai.
É navegável numa grande extensão em que a pesca é desenvolvida em um verdadeiro paraíso ecológico Possui diversas ilhas, como Tucano, Pacu, Pavão (com hotel e restaurantes) e a Grande.
Praia das Gaivotas
Recanto natural formado por uma banco de areia, localizado às margens do Rio Paraná, próximo à ilha Grande, a 5 km de Guaíra. Seu nome deve-se a grande quantidade de gaivotas que habitam a região. Área de lazer, esporte e banho, com restaurante, quiosque churrasqueiras e camping. Acesso por transporte fluvial.
Lagoa Saraiva
Formada dentro da maior ilha do Rio Paraná - a Ilha Grande - esta lagoa, com 28.000 m de comprimento, é um refúgio biológico e local de reprodução de peixes, verdadeiro berçário da vida aquática. Suas águas são escuras mornas e limpas. O acesso é feito por barco.
Base Náutica
A base faz parte do do Distrito Turístico, junto ao Centro Náutico. Possui marina, deck, garagens de barcos, restaurante, lanchonete e área para realização de eventos.
Rua Bandeirantes, s/nº. Telefone: 3642-1211 / 3642-3151 (marinas)
Ilha Pacú
A ilha recebeu o nome dos índios, pelo seu formato lembrar um pacu. O interessante é que o tal formato só é percebido em vista aérea, situação a que os índios, lógico, jamais tiveram acesso...
A ilha possui em sua orla árvores frutíferas que atraem centenas de pacus, pescados ali artesanalmente.