Cinco motivos para você consultar um dermatologista após o verão:

1. Oleosidade
A ação do sol e as altas temperaturas dilatam as glândulas sebáceas. A pele acha que está desidratada e passa a produzir mais sebo. Resultado: a pele fica mais oleosa.

2. Rugas
A radiação também prejudica as fibras de colágeno e elastina, que ficam mais compridas e finas, deixando espaço entre elas. Resultado: vincos finos surgem na epiderme.

3. Manchas
O acúmulo de radiação solar desorganiza o trabalho dos melanócitos que, por isso, produzem ou muita ou nenhuma melanina. Resultado: pintas e manchas brancas ou escuras.

4. Olha a herpes
Os raios solares mudam o Ph da pele, desequilibrando a imunidade. Resultado: crise de herpes.

5. Pele áspera e desagradável
Em reação ao sol, as células tentam produzir outras novas em tempo recorde. Como a troca não é rápida o suficiente, elas se acumulam na epiderme.
Resultado: a pele engrossa e perde a maciez e o brilho.

Como aproveitar melhor o sol com menos prejuízo para a pele

- Toda exposição ao sol, independentemente da sua intensidade, causa o envelhecimento das células da pele. Os raios ultravioleta bronzeiam e, ao mesmo tempo, danificam a pele. Na verdade, o bronzeamento nada mais é do que uma tentativa da pele de nos proteger.
- Para quem não abre mão do bronze, todo o cuidado é pouco para que a beleza do verão não se torne um transtorno no futuro. Tomar sol no começo da manhã e no final da tarde já é um bom começo. Entre as 10 e às 16 horas, a incidência de raios ultravioleta é maior. Escolher um filtro solar com a ajuda de um dermatologista é o mais recomendado. Usá-lo adequadamente — repassando o produto a cada três horas — em conjunto com óculos e roupas especiais garantem uma boa proteção contra os malefícios do sol.
- O sol na medida certa pode ser bom para o tratamento de doenças de pele, como a psoríase, a dermatite e a seborréia.
- Outra boa dica para se proteger do sol é refrescar-se na sombra de um guarda-sol, de uma barraca ou de uma árvore.
- Cuidados especiais devem ser tomados com crianças de até 6 meses de idade: nada de sol sem protetor solar e muita sombra para eles.
- Crianças de mais de 6 meses devem respeitar os horários e utilizar filtro solar 15 ou mais em todo corpo.

Cuidados com os olhos

No verão, doenças como a conjuntivite aparecem com maior freqüência. Se você apresentar olhos vermelhos e lacrimejantes, produção de secreção amarelada, fotofobia (dor ao olhar para a luz) e uma sensação de que há areia dentro dos olhos, procure um oftalmologista. Pode ser conjuntivite.
Você pode pegar conjuntivite por meio do contato direto com uma pessoa contaminada, compartilhando toalhas, em praias poluídas e usando piscinas sem tratamento de cloro.
Não freqüente praias impróprias para o banho nem piscinas que não estejam devidamente tratadas.

Evite manchas na pele

Não manuseie limão e laranja em contato com o sol. Estas frutas contem substâncias que provocam queimaduras com bolhas e manchas. Após saborear aquela deliciosa caipirinha, lave bem as mãos e a boca antes de se expor ao sol.

Fique atento aos sintomas do câncer de pele:

- Calombos brilhantes, avermelhados, castanhos, rosados ou de várias cores.
- Pintas pretas ou castanhas que aumentam de tamanho.
- Manchas ou feridas que coçam ou sangram.

Roupas leves no verão

No verão, é indicado o uso de roupas leves e simples, como camisetas regatas, shorts ou vestidos. Utilize também chinelos, sandálias confortáveis e acessórios, como bonés, chapéus, viseiras e óculos escuros que irão ajudar na sua proteção.

Andar descalço na praia

Ao andar descalço na praia, cuidado com a areia quente e também com as doenças provocadas por larvas ou fungos que se escondem por ali. Indica-se o uso de um chinelo leve e confortável.

Cuidados com o mar

- Muitas pessoas escolhem a estação mais quente do ano para suar a camisa em parques, praças e academias ou mesmo na praia. Entretanto, a falta de preparo e orientação pode se converter em um risco iminente para o coração desses esportistas esporádicos. Todas as atividades físicas envolvem um preparo individual progressivo e, conseqüentemente, um corpo saudável para os exercícios.
- Fazer uma avaliação da saúde é fundamental. Pessoas que estão dentro de um grupo de risco — fumantes, hipertensos, diabéticos ou quem tem casos de doenças cardiovasculares na família — devem redobrar os cuidados.
- A idade já não faz tanta diferença. Pessoas mais velhas estão mais suscetíveis aos problemas cardíacos. No entanto, as mudanças dos hábitos de vida — tabagismo, sedentarismo, estresse e má alimentação — estão colocando os jovens nos grupos de risco cada vez mais cedo.
- No início, vá com calma. Entidades como a Organização Mundial da Saúde recomendam de 40 a 60 minutos de atividades físicas, pelo menos três vezes por semana.

Preservando a natureza

Você já deve ter sido informado sobre isso, mas aqui vão alguns lembretes:
- Não jogue lixo na praia. Também não enterre o lixo, pois na próxima maré ele será descoberto pelas ondas. Pontas de cigarro também não devem ser jogadas na areia (ou na água). Elas contem inúmeras substâncias tóxicas para os organismos marinhos. Leve seu saquinho para depositar o lixo que produzir e depois o jogue em uma cesta de lixo.
- Não jogue lixo nas ruas. Ele pode ir para o mar, entupir os bueiros e as galerias pluviais, o que provoca enchentes.
- Não destrua ou danifique a vegetação litorânea, tanto nas praias como nas trilhas.
- Respeite os animais que vivem nos lugares que você vai visitar. Se estiver numa praia mais deserta, evite gritar ao avistar um bicho. Aproveite a chance para observá-lo com mais atenção.